quarta-feira, 1 de julho de 2009
http://www.gustavodourado.com.br/
Ebooks *
Título: Phalábora
Autor: Gustavo Dourado
"...Gustavo Dourado é poeta, asseguro. Mas quem sou para dizer, ora: sua obra fala por si só. Constatem e tirem a prova dos nove. Eu já vi e você? Por isso reitero: Gustavo Dourado é poeta e ponto final..." (Luiz Alberto Machado)
O Papagaio de Papel Dourado, o Vento Prateado
O conto mostra a história de duas populações que quase se dizimam devido à grande importância que dão aos símbolos.
A primeira cidade era cercada por um muro que tinha a forma de uma laranja, ao perceber que a segunda cidade tinha o formato de um porco feroz interpretou que o porco iria comer tudo que estivesse à frente, e isto indicava presságios terríveis, e um destino cruel, pois eles seriam devorados.
Para modificar este destino, trocaram os muros da cidade que passaram a ter a forma de um bastão que serviria para afugentar e até matar o porco, a outra cidade por sua vez sentiu-se ameaçada e trocou os muros no formato do porco para fogo, pois este queimaria o bastão e a partir daí houve uma série de transformações, o bastão transformou-se em água para apagar o fogo, o fogo transformou-se em boca para beber a água, a água transformou-se em agulha para costurar a boca e assim passara-se épocas destruindo e construindo os muros da cidade para evitarem as tragédias que pressentiam, aumentou a pobreza, a população perdeu as forças e as cidades pararam, os mandarins, responsáveis pelo governo de cada cidade, muito abatidos pelo desgaste que as mudanças trouxeram, resolveram acabar com a disputa, e ao serem levados para uma pequena colina vêem crianças soltando papagaios, e decidem fazer a última transformação nas cidades, utilizando mais uma vez a simbologia, uma teria a forma de um papagaio e a outra a forma do vento, onde o vento elevará o papagaio às alturas e o papagaio quebrará a monotonia do vento, dando um sentido e uma finalidade “um sem o outro não seria nada”, e assim surgem as cidades “a cidade do papagaio de papel dourado e a cidade do vento prateada ”e desta forma, juntas, voltaram a prosperar.
O texto nos leva a refletir o quanto muitas vezes damos importância aos símbolos, ao individualismo, às nossas próprias interpretações sem levantamento de dados, quantas vezes levantamos e quebramos muros, que são as barreiras em nossas vidas de acordo com os nossos interesses, além de mostrar o desejo do poder e o medo da dominação, e que só depois de muito sofrimento é que conseguimos entender que a vida pode ser mais fácil se houver cooperação, se houver quebras de barreiras, preconceitos, se aprender a viver em sociedade, pois não existe um eu sem um nós.
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Ray Bradbury