segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Até sempre.

O  conto do livro vivo.

 

 

Tem sido assim, de um lado vou lendo a história que aos dias passados vão sendo contados.

Lá do outro lado algumas coisas do cotidiano, as excelentes frases que formam versos e com eles todos eu sonho um agradável viver.

Agradável porque é vida e como toda vida, tem um encanto próprio de nascer a cada dia  para  trazer novidades ou as mesmas coisas num ponto ou outro... já avançadas pelo  tempo.

 

Mas  eu penso que leio tão profundamente que até chego a sonhar.

Entretanto, os pensamentos vão  intercalando e noto que o que sonho passa  a ser escrito depois lá do outro lado como se eu então fosse o tal livro, a página e a  vontade de  alçar um  vôo inimaginável de situações  e alegrias.

 

Há tanta cor quando leio, parece que também as águas e o sol vêm compor estes momentos de vibração deliciosa.

Mas não sou eu que conto e sim é o conto que me transforma em  portais grandiosos de lágrimas e coração batendo forte pelos trechos percorridos, como se o ar pudesse faltar, mas veja só as páginas passam a respirar a saudade, a nostalgia boa  das coisas não  vividas!?

 

Eis  o livro livre que fala e conduz aos pensamentos da criança que vive em energia aberta com a  emoção.

De todos os dias contados, já muitos somados a toda imaginação, sobram as energias poéticas e  as canções que algum outro conto de arte escreveu  pra  brincar com esta  nova emoção.

 

Das páginas saltam as flores e seus perfumes,  os dias sonhados com as formas livres e  saltitantes das notas musicais,  aquele caminho que abre a  conversas sem fio, sem mais motivos e todas em móbiles vão espalhando movimentos contínuos de amor.

 

Seria  como não saber que o livro existe em seus aspectos folheados a dedos de mãos largas e nobres, pois ao peito de todo conto existe o coração de letrinhas batendo ao som dos melhores argumentos. É nítido, fato é. Claro está que a cada ida e vinda um novo laço se forma, mas ele pensa que eu é que sou o livro de histórias!!

 

Dos capítulos todos, há geografia,  há ciência e tecnologia, muita arte em mil sentidos como mosaicos abertos em  sopros de luz Há tantos ais e sustos, quando os portais  vão  despencando aos  mistérios do tempo, mas a aurora sempre religa os magnéticos eixos.

 

Vislumbro o menino de pensamentos versáteis, apanho suas passagens em trechos de profunda realização. Até que não fosse por assim dizer, seria, pois vivo está e respira.

 

Criatura maravilhosa, transforma as horas em prosa e sonho.

Capitula meus dias em poesias, alimenta a energia com carinho de quem  abre um livro pela primeira vez,  puro conceito de amizade para todas as horas, cria seus elos que me  dão nó entre abraços, assim somos nós. O livro que leio e creio existir tem uma alma linda e  vibra  cada dia um  estado  cósmico  e exemplar.




Não há cópias, ele é mistério, ele é sonho e garantias de sempre caminhar entre prateleiras de sabedoria. Realidade não sei se tenho aqui, mas ele pensa que assim sendo tenho as brincadeiras para ele redigir, não sou poeta, de literatura não entendo, apenas vou até ele e conto das manhãs e noites, dos tempos pensantes e da alma que tanto queria viver  em  desejos profundos. Golfinhos, fadas, elfos,  caminhos de pó mágico, estradas de luz, navego meu ebook de transformações gratas ao sol.

Nas noites eu peço pra luz das estrelas, da lua, das galáxias que sempre me deixe ler as novas  páginas de emoção, realçadas com um toque especial de criatividade que ele tem trazido em cada novo amanhecer.

 

Sendo este precioso mestre de páginas, já faz mais de um ano, muito mais que seus  contos me embalam transferindo ao peito uma paz e uma  urgência em fazer do abraço das folhas com o vento um som de instrumento que canta sua voz.

 

Eu o tenho em muita alegria, meu vivo e  especial sentido diz mais,  é que a cada novo encontro de vida, mística vida se abre a  argumentos que desejo abrir em um  calendário de signos universais. Somos diferentes, estranhos ao físico e vindos dos mesmos elementos transformadores. Mesmo assim as passadas distantes, diferentes instantes já nos tornaram perto cada vez mais. Sério mistério dos sonhos encantados, aqueles que acordo como se os tivesse pensado e vejo escrito em páginas novas, realçadas de uma viva presença daquele que inspira todos os portais.

 

Velejante e luminosa energia...  passa pelos prateados fios que guardam as lembranças deste que é meu bom sonho de viver. Acordar e abraçar precisando dar um pulo ao alto até alcançar o que seria  agarrado feito um koala,  até sempre! De não mais largar a fórmula do encanto fascinante das madrugadas e dias a velejar.

 

Eu sou a página que está sempre querendo mais temas  e se alimenta dos alinhados e gentis pontos de criatividade, fosse o nosso espetáculo de um cantor, fosse a sonoridade das borboletas em manhãs de primavera, fosse o cantinho das almofadas azuis a prosear  aquilo tudo que de real falta nos poros por todas as manhãs.

 

 

Eu vibro tua história, eis que ele até ri da minha, sou criança. ... não entendo distância.

Escrevo quando sinto o peito bater letrinhas contínuas em máquina energética de elementos que fundem a alquimia, oras eu sei lá se era assim que se dizia sobre os contos!?

 

Vale nas dobras das folhas marcadas com o beijo estaladinho também fazer um vinco bonitinho, são as mais gostosas de serem lembradas.

 

E não posso concluir o que jamais teve ou terá fim, sou vibrante e pequena  na infância  das alegrias tão queridas ...sonhadas e gratas por encontrar o misterioso amigo, qual ouve comigo a canção predileta e as coisas secretas que ninguém mais poderá ler, escrita nos poros, versadas na alma,  sintonia perplexa na mente e  sincronia  no botão da flor-emoção.

 

A capa deve ser muito engraçada, seria por assim dizer muito gozada, nos trechos variados que juntos se embromaram, lindo mosaico e lindas gotas de luz.

O capítulo que virá, sempre de amor pela vida tem. A vida mística do colar das miçangas em lilás, onde pousa a borboleta de antenas com  ponteiros, abre as horas claras do sol na madrugada. Vou ler pelo conto que virá, que ambos são vivos livros do amanhecer. De um lado o pouso do sábio encantador, de outro o sabor nos lábios já secos em ansiedade, talvez já sejam páginas pré-escritas pelas almas que se cuidam em liberdade.  Um Tao... um complemento em  especial  gratidão... até sempre!

VM-Strix

 

2 comentários:

Antero Guedes disse...

Muito bonito este texto que mais parece desaguar na mente de um esfomeado leitor... Tudo é construído pela grandeza de espírito que possuis e as tuas vivências de menina que brinca como se o lego ganhasse vida própria. As energias que abastecem os espíritos audazes, aqueles que se dão, que se entregam são, também, as melhores vicissitudes que podemos ter. Na partilha existe sempre uma consequência que vai para além do que se pode perceber... é fácil entender o que é tão claro! quando as pessoas se entregam assim é porque verdadeiramente têm uma vida muito bonita e são lindas...

Beijo,
Antero

Vida Mística disse...

Seu complemento do conto ...encanta muito a fusão dos sentidos e,
grata pelo compartilhar ... desaguando mesmo!! rs

Além do que se pode perceber! Ah, sim há!
bjs, bjs, bjs