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terça-feira, 29 de maio de 2012

Clarice Lispector




Intervalo do amor

No meio do fragor líquido, nossas bocas se mexiam dizendo, e na verdade só víamos as bocas se mexendo mas não as ouvíamos - olhávamos um para a boca do outro, vendo-a falar, e pouco importava que não ouvíssemos, oh em nome de Deus pouco importava. 
E em nome nosso, bastava ver que a boca falava, e nós ríamos porque mal prestávamos atenção. E no entanto chamávamos esse não-ouvir de desinteresse e de falta de amor. 
Mas na verdade como dizíamos! dizíamos o nada. No entanto tudo tremeluzia como quando lágrimas grossas não se desprendem dos olhos; por isso tudo tremeluzia.
Nesses intervalos nós pensávamos que estávamos descansando de um ser o outro. Na verdade era o grande prazer de um não ser o outro: pois assim cada um de nós tinha dois. Tudo iria acabar, quando acabasse o que chamávamos de intervalo do amor; e porque ia acabar, pesava trêmulo com o próprio peso de seu fim já em si. Lembro-me de tudo isso como através de um tremor de água.

Clarice Lispector em "A Paixão Segundo G.H.", editora Rocco, p. 119

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sim.





Todos os poemas
São de amor
Pela rima,
Pelo ritmo,
Pelo brilho
Ou por alguém,
Alguma coisa
Que passava
Na hora
Em que a vida
Virava palavra.

Alice Ruiz


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Dimensões


O tempo não para...


E, nesses tempos modernos, a mente também não.
Por fora, é muita correria e ansiedade; e, por dentro, pouca luz.
E nisso, o coração vai para o ralo...

E dá-lhe lambança! Na vida, no amor, e na qualidade da manifestação.
Oh, Senhor! Abençoe essa gente que corre tanto, até de si mesma.
Ilumine-as, para que elas se toquem do grande vazio que sequestrou seus corações.
Projete um Grande Amor em suas vidas, para que elas percebam a canção do Eterno.
Ah, Papai do Céu! Tenha piedade dessa gente, que ressecou o próprio espírito.
E que deixou suas asas espirituais atrofiarem nas ilusões das luzes do mundo.
Essa gente, que anda com o olhar vazio, mesmo sendo centelhas do Eterno.
Que desperdício! Descer para viver na Terra e se atolar tanto na ansiedade.
Que bagaço, Pai do Céu! Ah, tenha piedade dessa gente...
Que, mesmo com estrelas nos olhos, ficou cega para a paz e a compreensão.

Essa gente que, mesmo falando de amor, ainda se perde em tantas lambanças...
E que sequer conhece a si mesma e, mesmo assim, ainda julga os outros.
Ah, se eu pudesse entrar em suas mentes, para dizer-lhes que viver não tem preço.

E que o amor é maior do que tudo. E que dá trabalho vencer a própria inércia.
E que só é feliz quem merece! Ah, Papai do Céu! Abençoe essa gente...
E lhes dê um Grande Amor. E aí, quem sabe, eles voltem a viver de verdade...
Para que a escuridão que sequestrou seus corações tenha fim, no centro da Luz.
Para que as escamas caiam de seus olhos e elas, enfim, despertem.

P.S.:
Há muitas dimensões...
A desse programa; a da vida eterna; e a da Luz.
Mas, a principal delas é a dimensão do Amor.
E essa é dentro de cada coração.
Ah, Papai do Céu!
Por favor, abençoe essa gente...
De todas as dimensões.
- Companhia do Amor –
A Turma dos Poetas em Flor.




( por Wagner Borges)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mensagem Fernando Pessoa





"Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: ´Navegar é preciso, viver não é preciso´. Quero pra mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa raça."





http://pt.scribd.com/doc/2586540/Fernando-Pessoa-Mensagem











A ser especial como Pessoa




Ser feliz é encontrar força no perdão, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. 

É agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida.


Fernando Pessoa

Meu anjo


Meu querido anjo…
És um anjo na terra
Que me guarda e me envolve com asas de ternura
E com braços de céu me acolhe e abriga.

Queria ir contigo de mão dada
Pelos jardins da tua bela escrita
E na tua poesia ser a musa inspiradora
E a flor que perfuma o teu poema.

Meu anjo poeta…
Desce dos céus e me procura
Dá-me um bocadinho do teu mimo e da tua doçura
E leva-me aos céus de azul-turquesa.

Diz-me… o segredo que guardas
Dedica-me angélicas quadras
E dá-me asas!
Que voo contigo pelas tuas doces palavras.


Carla Costeira

domingo, 19 de dezembro de 2010

Poesia Natal

"Enfeite a árvore de sua vida
com guirlandas de gratidão!

Coloque no coração laços de cetim rosa
amarelo, azul, carmim,

Decore seu olhar com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante
Em sua lista de presentes

Em cada caixinha embrulhe
um pedacinho de amor,
carinho,
ternura,
reconciliação,
perdão!

Tem presente de montão no estoque do nosso coração
e não custa um tostão!
A hora é agora!
Enfeite seu interior!
Sejas diferente!
Sejas reluzente!"

(Poesia de Natal-Cora Coralina)

domingo, 28 de novembro de 2010

O que se espera

 

 

 


Que saiba entender os ditames do meu coração,
que entenda de paixão,
que possua emoções fortes
e ressonâncias suaves de carinho e atenção;

que não esconda os meus erros,
mas que saiba apontá-los quando for necessário;
que me defenda quando eu estiver com a verdade
ou me repreenda quando usar de ignorância mal suspeitada.
Que goste da poesia na madrugada,
do vento terno que afaga
sob o canto melancólico de um sabiá que anuncia a alvorada.

Que goste do sol, da lua, das estrelas,
do canto dos ventos e da canção das brisas.
Que tenha muito amor em seu coração
para dividir com quem tem pouco
e doar para quem a dor horroriza.

Que ame apaixonadamente
com toda emoção,
com toda paixão,
e saiba transmitir este sentimento num simples olhar.

Que ame o seu próximo diante da dificuldade,
e respeite a dor daqueles que choram escondidos
dos caminhantes solitários, dos corações afligidos,
pelo frio glacial da decepção e da maldade.

Que saiba guardar segredos,
sendo cúmplice em todos os momentos,
confidenciar desejos,
sem fazê-los público em detrimento...

Não precisa ser perfeito,
nem mesmo ser um Anjo
que jamais tenha cometido algum erro,
mas que saiba reconhecer o seu próprio erro
e pedir desculpas,
que saiba perdoar e ser perdoado.

Não é necessário que seja a pureza em pessoa,
mas que jamais seja vulgar.

Que alimente em sua alma
um sonho, um ideal,
que seja suficientemente grande e puro
para honrar a sua própria existência;

Que tenha uma sensível compreensão,
para compadecer-se das pessoas tristes,
e perceber o imenso vazio
de uma alma que chora na escuridão.

Desejo um amigo,
que se comova quando eu diga: "AMIGO"!!!

Que saiba conversar de coisas simples,
da beleza das árvores,
das chuvas suaves e refrescantes
e de recordações excitantes
da adolescência ou da infância.

Desejo um amigo....
para que no burburinho do dia a dia,
eu não enlouqueça
e nem me sinta perdido
no frio trato da sociedade moderna e materialista.

Desejo um amigo,
para compartilhar com ele tudo o que
tem-se visto de belo
ou até mesmo a tristeza;
Que me escute com clareza,
com atenção e nobreza
durante um dia ou uma noite,
"olho no olho",
sentindo o calor e a respiração,
as batidas do coração,
no movimento da manhã,
na calma do entardecer
ou no remoto silêncio da madrugada,
de mãos sempre dadas
e os corações unidos,
confidenciando as ânsias e as dores,
os sabores e os amores
as conquistas e os desejos
de ocultos e bem guardados segredos.

Que goste das ruas desertas
para uma boa conversa
uma boa caminhada,
sem se importar que as mãos estejam vazias,
e que nos bolsos não há nada.

Caminhar sem saber aonde ir,
sem destino,
porém bem humorado.
sobre os córregos das chuvas,
ou dos senderos molhados,
paralelos aos pequenos riachuelos.
Sem pressa, sem ânsias, sem medos...

E ao amanhecer
nos prados ainda úmidos pelo sereno que enfeitiça,
recostar nossos corpos já cansados
sentindo a fragrância pura da grama fresca
ao embalo de longos bocejos cheios de preguiça.

Desejo muito um amigo... muito mesmo
que nos diga constantemente que vale a pena viver,
que não carregue o peso das minhas provações,
mas me ensine que elas podem ser muito mais leves
quando acreditamos que não estamos a sós,
porque um amigo está perto e pode nos orientar.

Desejo ainda um amigo...
para enxugar as minhas lágrimas
quando não encontrar mais os meios de detê-las
jorrando inconsolavelmente dos meus olhos
da triste fonte de minha alma
que às vezes tão desesperada
não encontra as soluções,
não vê os caminhos
que em meio aos labirintos
possa divisar a sua presença amiga indicando-me a saída.

Desejo um amigo
que me re-ensine a amar
quando já decepcionado desacredite no Amor,
pois de todas as companhias,
de todos os conselhos que possa receber,
nenhum será mais forte e mais acolhedor
que a voz pura e cristalina
daquele a quem eu chamo de
AMIGO!! 

Hassin Ghannam

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Para viajar basta existir.

         
 Fernando Pessoa 

(Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935)





Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e

se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar

um oásis no recôndito da sua alma .

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo...



(Fernando Pessoa)

                                                                    

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O último sortilégio




"Já repeti o antigo encantamento,
E a grande Deusa aos olhos se negou. 
Já repeti, nas pausas do amplo vento, 
As orações cuja alma é um ser fecundo. 
Nada me o abismo deu ou o céu mostrou. 
Só o vento volta onde estou toda e só, 
E tudo dorme no confuso mundo.

"Outrora meu condão fadava, as sarças 
E a minha evocação do solo erguia 
Presenças concentradas das que esparsas 
Dormem nas formas naturais das coisas. 
Outrora a minha voz acontecia.
Fadas e elfos, se eu chamasse, via.
E as folhas da floresta eram lustrosas.

"Minha varinha, com que da vontade
Falava às existências essenciais,
Já não conhece a minha realidade.
Já, se o círculo traço, não há nada. 
Murmura o vento alheio extintos ais,
E ao luar que sobe além dos matagais
Não sou mais do que os bosques ou a estrada.

"Já me falece o dom com que me amavam.
Já me não torno a forma e o fim da vida
A quantos que, buscando-os, me buscavam.
Já, praia, o mar dos braços não me inunda.
Nem já me vejo ao sol saudado ergUida,
Ou, em êxtase mágico perdida, 
Ao luar, à boca da caverna funda.

"Já as sacras potências infernais,
Que, dormentes sem deuses nem destino,
À substância das coisas são iguais,
Não ouvem minha voz ou os nomes seus. 
A música partiu-se do meu hino.
Já meu furor astral não é divino
Nem meu corpo pensado é já um deus.

"E as longínquas deidades do atro poço, 
Que tantas vezes, pálida, evoquei
Com a raiva de amar em alvoroço, 
lnevocadas hoje ante mim estão.
Como, sem que as amasse, eu as chamei, 
Agora, que não amo, as tenho, e sei
Que meu vendido ser consumirão.

"Tu, porém, Sol, cujo ouro me foi presa, 
Tu, Lua, cuja prata converti,
Se já não podeis dar-me essa beleza
Que tantas vezes tive por querer,
Ao menos meu ser findo dividi 
Meu ser essencial se perca em si,
Só meu corpo sem mim fique alma e ser!

"Converta-me a minha última magia
Numa estátua de mim em corpo vivo! 
Morra quem sou, mas quem me fiz e havia, 
Anônima presença que se beija,
Carne do meu abstrato amor cativo,
Seja a morte de mim em que revivo;
E tal qual fui, não sendo nada, eu seja!"


Fernando Pessoa

sábado, 7 de agosto de 2010

Pequenos trechos

Rating:★★
Category:Other
Se não há montanhas,
como escalá-las?
Se não há florestas,
Com embrenhar-me
em sombras
que não estas?
Se não há o mar,
como falar de águas
e horizontes?

TELMO PADILHA
http://www.itabuna-ba.com.br/telmo.htm

Sou o cantor
desta planície
e me abismo
em mim,
e desço aos outros
de mim,
e sofro os outros
de mim.

Como seguir
então, se já retorno
de onde sigo ?


DEPOIS

O que perdeste
voltará com as aves.

Não será tão deserto
teu deserto.

Mas acostuma-te ao silêncio
que virá depois.

Folhas falarão pelas folhas.
Aves falarão pelas aves.


Assim mesmo ficam os mares sob a lua e o sol: ficam de joelhos diante da jornada, jogam nas montanhas a culpa por não verem o outro lado, agitados, jogam as roupas mas quase todas as aparências de ambos permancem
longe de onde se possa analisá-las.

(?autor!)

ITABUNA - A Capital do Cacau

http://www.itabuna-ba.com.br/telmo.htm

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Vinicius de Moraes - Viagem à sombra

http://www.viniciusdemoraes.com.br/biblio/sec_biblio_view.php?id=78&id_livro=7&back_page=2
Tua casa sozinha – lassidão dos devaneios, dos segredos. Frocos verdes de perfume sobre a malva penumbra (e a tua carne em pianíssimo, grande gata branca de fala moribunda) e o fumo branco da cidade inatingível, e o fumo branco, e a tua boca áspera, onde há dentes de inocência ainda.

És, de qualquer modo, a Mulher. Há teu ventre que se cobre, invisível, de odor marítimo dos brigues selvagens que eu não tive; há teus olhos mansos de louca, ó louca! e há tua face obscura, dolorosa, talhada na pedra que quis falar. Nos teus seios de juventude, o ruído misterioso dos duendes ordenhando o leite pálido da tristeza do desejo.

E na espera da música, o vaivém infantil dos gestos de magia. Sim, é dança! – o colo que aflora oferecido é a melodiosa recusa das mãos, a anca que irrompe à carícia é o ungido pudor dos olhos, há um sorriso de infinita graça, também, frio sobre os lábios que se consomem. Ah! onde o mar e as trágicas aves da tempestade, para ser transportado, a face pousada sobre o abismo?

Que se abram as portas, que se abram as janelas e se afastem as coisas aos ventos. Se alguém me pôs nas mãos este chicote de aço, eu te castigarei, fêmea! – Vem, pousa-te aqui! Adormece tuas íris de ágata, dança! – teu corpo barroco em bolero e rumba. – Mais! – dança! dança! – canta, rouxinol! (Oh, tuas coxas são pântanos de cal viva, misteriosa como a carne dos batráquios...)

Tu que só és o balbucio, o voto, a súplica - oh mulher, anjo, cadáver da minha angústia! – sê minha! minha! minha! no ermo deste momento, no momento desta sombra, na sombra desta agonia – minha – minha – minha – oh mulher, garça mansa, resto orvalhado de nuvem...

Pudesse passar o tempo e tu restares horizontalmente, fraco animal, as pernas atiradas à dor da monstruosa gestação! Eu te fecundaria com um simples pensamento de amor, ai de mim!

Mas ficarás com o teu destino.


(UM POETA DEVERAS COMPLEXO!)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Magical Child

Rating:★★★★
Category:Other

São suas as palavras...

Este desejo que invadiu sua alma,
Hoje é bálsamo que te acalma...
Esta busca de um novo horizonte,
De sonhos, devaneios, loucuras,
De carinhos, afagos e ternuras,
Hoje é seu colo, bem quentinho e aconchegante...
E essa luz que antes era branda,
Tão tênue e meiga como uma criança,
Esparramou-se por toda sua "varanda",
Trazendo junto, a fé e a esperança...
Plantou um jardim em sua alma,
E nele cultiva todas as flores...
Rosas, lírios, crisântemos e palma,
Orquídeas, margaridas, dois amores...
Semeie, semeador...
Semeie com muita fé,
Mostrando pro mundo inteiro,
Que você é um celeiro,
Que mantém a vida acesa...
Semeie, semeador...
Sua semente é a palavra,
Seu terreno é seus versos,
Seu adubo o amor...
Todas palavras aqui são suas,
Não desista jamais de tudo que é você,
Não negue...
O garoto sonhador lá de "São Fidélis",
É hoje um grande poeta,
É simplesmente você,
Poeta "Sardenberg".

{C. Jardim)

sábado, 12 de junho de 2010

Nasce uma flor

Rating:★★★
Category:Other
Hoje nasceu uma flor
De que cor?
Para minha surpresa, multicolorida
A cada dia uma nova cor ela irradia.

Um dia é lilás
No outro, azul, mas pra mim tanto faz.
O que mais nela me encanta
É sua alegria a cada novo dia e o seu desabrochar
É o seu sorriso, é o seu olhar.

Ao nascer do sol, seus raios beijam sua face
E nesse afago, ela nasce para a vida
À espera das chuvas, se todas as suas gotas tomasse
Seria muito mais do que linda.

Entre dezenas, milhares e milhões
Existe uma flor
Que faz dos sentimentos turbilhões
Com seu amor
Encanto e resplendor.

Existe uma flor
Que nasceu para ser feliz
E algo me diz
Que para sempre ela assim será.

(James William Oliveira)

POETA




Poeta ao infinito